
Dharma Singh Khalsa, M.D.
Longevidade do Cérebro
Dr. Khalsa é um reconhecido médico americano da Universidade de Arizona, que se converteu à religião sikh, e pratica kundalini yoga.
4 elementos básicos para a longevidade do cérebro:
1. Terapia nutricional: alimentação, vitaminas, minerais e tônicos
2. Controle do stress: meditação
3. Terapia de exercícios: aeróbicos, exercícios mente-corpo
4. Farmacologia
CONTROLE DO STRESS E REGENERAÇÃO DO CÉREBRO
A meditação desperta um efeito físico chamado “reação ao relaxamento”, o oposto à “reação ao estresse” conduzida pelas supra-renais. A pressão arterial cai; ondas alfa são evocadas; o consumo de oxigênio decai; a produção de cortisol diminui, assim como a tensão muscular; a imunidade é elevada; a vivacidade é intensificada; a memoria é potencializada. O fluxo sanguíneo cerebral é acrescido em 25%.
Ademais se o estado de relaxamento ocorrer com frequência, seu organismo permanecerá muito menos vulnerável à reação de estresse, mesmo quando vc não está meditando.
A meditação faz com que as pessoas alcancem um estado de metabolismo mais lento, que também é chamado de estado hipometabólico. Apenas duas outras atividades geram este estado: Dormir, ou hibernar coisa que os humanos não fazem…
Durante a meditação o consumo de oxigênio decai de 10 a 20%. Esse consumo reduzido de oxigênio reflete o estado profundo de relaxamento. E em parte, isto é responsável, pelo aumento de energia física conferida pela meditação.
Além de baixar a frequência cardíaca, a meditação estimula a glândula pineal, que aumenta a produção de melatonina, “o hormônio do sono”, e o declínio da produção do cortisol. Se a meditação é frequente, a produção de cortisol permanence baixa. Essa gama de efeitos físicos produz vantagens duradouras para a saúde, retardando o processo de envelhecimento e aumentando o tempo de vida.
Um grupo com mais de 5 anos de meditação, teve sua idade biológica diminuída em 12 anos! 80% menos doenças coronárias e 50% menos câncer.
Como o cortisol é secretado por toda a vida, o suprimento de DHEA (hormônio esteróide desidroepiandrosterona) no organismo aos poucos diminui e se esgota. Mas num grupo de meditadores acima de 45 anos tinham em media 23% mais DHEA, e nas mulheres 47% a mais.
A MEDITAÇÃO E O “SUPERAPRENDIZADO” DO ESTADO TETA
São quatro as frequências de ondas cerebrais:
- Beta, são as mais altas e comuns, em estado de vigília
- Alfa, são mais lentas e acontecem quando estamos em relaxamento ameno
- Teta, são aproximadamente 2 a 4 vezes mais lentas do que a beta, e refletem o estado meditativo, entre a vigília e o sono. Muitas vezes, as pessoas tem acesso à informações do subconsciente. Às vezes, têm profundos insights pessoais, é comum terem ideias criativas e soluções engenhosas para os problemas.
- Delta, quando se está dormindo.
As ondas teta não estão confinadas estritamente aos períodos de meditação. Elas podem ocorrer em vários momentos do dia. Meditadores experientes podem ter ondas Teta mesmo quando não estão meditando. Quanto mais experiente, mais controle sobre a produção de ondas Teta. Alguns o conseguem somente se concentrando.
As ondas Teta naturalmente estimulam o aprendizado de longo prazo. Um psiquiatra europeu fez um estudo em lingua estrangeira, onde a média de aprendizado de 500 palavras por dia em estado Teta, foi de 88% de memorização depois de seis meses.
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